sábado, 11 de junho de 2011

BANH0 DE SOL OU APRENDENDO COM OS ANIMAIS



Depois de dias de frio e chuva, muito frio para cariocas,claro,hoje sábado o sol saiu,lindo e quentinho.
Pensei em ir andar no calçadão, sentir o sol no rosto e fazer um pouco de exercício para desenferrujar o esqueleto.
Antes precisava passar no supermercado, geladeira vazia.
Na volta duas sacolas pesadas, abaixar para colocar as compras no armário e...ai, jeitinho doído nas costas.
Como andar agora se mal chego no sofá?
Desisto.
Círculo vicioso. Não ando porque dói, dói porque não ando.M...
Aí,vou até o quarto e me deparo com a cena acima.
Fígara na brechinha de sol da janela, tomando seu banho de sol, imponente, cabeça pro alto como quem agradece em prece.
Sim, vou pra janela e agradeço a Deus, pelo sol, pela vida, pelos animais que tenho que me entendem e me ensinam a cada momento o que é bom, o que é certo,e o que é viver de bem com a vida.

domingo, 29 de maio de 2011

Anatasha Meckenna - Romaria



Hoje acordei e sai de mansinho para não acordar o pessoal em casa, tinha um compromisso agendado no Lar de Teresa, só não sabia que seria tão emocionante, maravilhoso, e não sei mais quantos elogios elencar.
Era uma manhã de autógrafos de livros de D. Brunilde, seguida de palestra do prof. Cesar Reis e finalizando com a apresentação da cantora de nome difícil: Anatasha Meckenna.
Comprei o livro, aguardei calmamente na fila, recebi a dedicatória e o sorriso doce de D. Brunilde e como sempre em que me encontro naquele espaço cheio de fluidos reenergizantes,já estava feliz e satisfeita, mas o melhor estava por vir.

Anatasha canta, emociona, encanta, faz chorar, faz rir, impressionante.
Voz estudada de cantora lírica, gestos suaves e repertório eclético passando por Ave Maria de Gounod, Renato Teixeira, Dolores Duran, Bach, Gershwin, Toquinho...

Comentário de uma senhora já na rua, pegando o taxi para ir pra casa: - Regina, só não sei a que horas eu vou conseguir parar de chorar!

domingo, 8 de maio de 2011

Ah, como era fácil ser uma boa mãe…


 
















Ah, como era fácil ser uma boa mãe quando só tinha que manter as fraldas limpas, a mamadeira pronta, o corpinho limpo e aquecido.

Ah,como era fácil ser uma boa mãe quando só tinha que passar as madrugadas em claro, medindo febre e dando remédios e rezando para tudo acabar bem,

Ah, como era fácil ser uma boa mãe quando só tinha que perder um tempinho na hora do almoço para assistir na creche a apresentação de dias das mães, enxugar os olhos emocionados ao ver a pequena criaturinha cantando e fazendo gestos descompassados com as mãozinhas e depois correr pro trabalho cheia de desculpas e corações de papel amassados.

Ah,como era fácil ser boa mãe quando só tinha que depois do trabalho, tomar lições, ajudar no dever, estudar junto pra prova.

Ah, como era fácil ser boa mãe quando só tinha de ir com ele a uma loja de brinquedos pros seus olhinhos brilharem!

Ah, como era fácil ser boa mãe quando qualquer historinha fazia dormir, qualquer beijinho curava o dodói, qualquer desculpas eram aceitas com um sorriso, qualquer descoberta  juntos era uma grande aventura e como todos os medos passavam quando segurava a minha mão.

Hoje é dia das mães e tive que entender que ser boa mãe pra  um adolescente é deixa-lo ir de madrugada pra fila da compra de ingresso pro Rock in Rio e rezar pra que dê tempo de almoçarmos juntos.

Ser boa mãe pra um adolescente é não pedir beijinho toda hora e nunca na frente dos amigos.

Ser boa mãe agora é compreender as mudanças bruscar de humor,estar atenta as companhias mas nunca questionar se são as melhores, ajudar só quando solicitada e não reclamar da bagunça pela casa, entender que não dá para concorrer com as meninas do MSN nem com a turma do futebol.

Comprar o PPV de futebol e saber no mínimo quem é o Messi e onde ele está jogando no momento.

Conhecer as bandas mais esquisitas e achar “pica” o som que eles fazem.

Ah, sim renovar as gírias ultrapassadas para poder ter um minimo de compreensão do que se está falando.

Por fim, ser boa mãe agora é saber que vai passar rápido e você ainda vai ter saudades de tudo isso!

Feliz dia das mães!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Entrevista de Pedro Bial, considerando…



Acabo de assistir ao Bial dando entrevista à Marília Gabriela, sei que é um homem inteligente e o achava lindo há uns anos atrás.

Quando o vi de perto e confuso no final do  BBB do ano passado mudei minha opinião, o achei decadente, magro, frágil, sem brilho.

Escrevo não para meter pau no coitado do Bial,mas pra ressaltar uns pontinhos que me fizeram pensar.

Primeiro ele diz não ter religião e não acreditar em Deus, intelectuais adoram dizer isso…

Depois ele confessa ter tido problemas sérios de depressão, tomar e ter tomado remédios fortes para cobate-la e beber muito!

Conheço pelo menos uma dezena de tipos parecidos, acham que é dificil admitir a existencia de Deus mas também não conseguem viver sem Ele.

Ao mergulhar nos fluidos existentes na Casa Espírita e me sentir realmente fortificada.

Ao estudar o kardecismo, o evangelho, dirimir completamente minhas dúvidas sobre a existencia de Deus, dos espíritos e da eternidade e  multiplicidade da existencia e me sentir muito mais tranquila.

Ouso dizer que é melhor crer.

Melhor fazer caridade,ter uma vida util e plena do que fazer elocubrações e teimar como criança batendo o pé: Deus não existe e eu sou um cara intelectual, inteligente, estudado e deprimido que não sei por que faço o que faço, pra que ganho o que ganho e nada mais me dá prazer, nem o sucesso, nem o reconhecimento nem os milhões que eu possa ganhar.

Posso estar sendo tola, e um dos pilares da minha religião é a compreensão e a piedade.

Tenho tido vontade de falar para as pessoas, suas dores emocionais  e físicas melhorarão sensivelmente quando deixar a fé entrar de verdade no seu coração.

Substitua a química das drogas, remédios e bebida por Amor, o remedinho mágico que há séculos aquece e fortalece seres humanos.

Sei também que a jornada é individual e não posso fazer nada a não ser te dar a mão, caminhar contigo e mostrar meu sorriso.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Morte do meu primeiro computador


Tenho o pesar de anunciar aqui, após a visita técnica de praxe a morte do meu primeiro PC, um Dell Optiplex.
Após 8 anos de vida útil, muito,muito útil.
Sei que este tempo de vida para um PC é o mesmo que ser um verdadeiro Matusalém com chips.
Sofro. Não que eu seja assim apegada as coisas materiais, mas nele teclei minhas primeiras letras, naveguei nos primórdios da Internet, fui convidada para as primeiras redes sociais.
Você acredita que para entrar no Orkut era dificil e você tinha que ser convidada?
Comprei este computador em 30 suaves prestações através de uma linha de crédito especial do BB, era complicado e caro!
Hoje saí e comprei um Notebook da Dell com 1000x mais qualidade, velocidade, memória e recursos à vista.
Sim, tudo mudou, meu celular acessa a Internet e as redes sociais,mas tenho saudades do tempo em que sentar diante daquela máquina me fazia tremer ante o mundo insondável que me aguardava.
Fiz também um curso completo de Informática, pago pelo Banco,na SOS Computadores, caríssimo.
Ainda penso em tentar alguns transplantes, fonte, bateria, memória...Se nada der certo vou doar seus órgãos mas guardar seu "coração" (HD)com carinho, transformando num HD móvel onde vez por outra mate as saudades.
Afinal aprendi algumas coisas mas não tenho nenhum backup, nunca achei que aconteceria este momento fatal e nem achei que tinha alguma coisa importante ali.
Estou me achando uma tola sentimental, encantada com meu windows 7 mas saudosa do meu XP.
Breno esta semana me perguntou o que era Obituário, em tempos que já não se anuncia as mortes pelo jornal, meu filho de 15 anos desconhecia a palavra.
Pois eis aqui o Obituário do meu PC, que tem dois carrinhos de decalque grudados pelo Breninho quando brincava de Coelhinho Sabido há tantos anos atrás.
Hoje morreu Bin Laden, mas sinto mesmo é falta do meu antigo PC.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nada é tão ruim que não possa piorar



Hoje arranquei o dente que me angustiava os dias há semanas.
Estava todo inflamado, e a dor da injeção de anestesia foi quase insuportável.
Falei da, como se tivesse sido apenas uma, mas foram umas quatro.
O maldito tinha uma raiz enorme e torta e deu trabalho pra sair.
Pronto, pensei. Acabou o sofrimento. Tolinha.
O pior estava por vir.
Passando o efeito da anestesia, não sabia se chorava, gritava, ficava quietinha.
Comecei tomando a amoxilina receitada, uma, duas, depois o tylenol 750, o bochecho com malvona, com agua oxigenada, o cataflan, o dorflex.
Comecei a compreender melhor a eutanásia.
Parecia que o melhor era morrer. Exagero. Fiquei com medo do meu descontrole tomando quilos de analgésicos, deitei.
Tentei rezar e me consolar, daqui a pouco vai passar, calma.
Apliquei um auto-passe, pedi forças aos céus. À beira de enlouquecer.
Dormi, acho que me ajudaram lá de cima ou os remédios me derrubaram ou ambas as coisas concomitantemente,
Acordei sem dor.
A pessoa mais feliz do mundo.
Comi dois pratos de sopa. Delícia. Vi o final do filme: Iris.
Muito bom.
Começou de novo devagarinho, latejando num ritmo lento.
E lá fomos nós pro bochecho, seguido de comprimidos.
A dor está aqui ainda agora. Tento escrever para me concentrar em outra coisa,
Espero o remédio fazer efeito e fico pensando quantos posso tomar por dia.
Lembrei da minha velha sogra que tomava kilos de aspirina com vodka, D.Thyra Agnette.
Talvez estivesse certa, o alcool devia dar algum alivio.
Pensei nas mães que perderam seus filhos, tentando comparar a minha dor.
Pura estupidez, eu sei. Outra conclusão: A dor emburrece.
Já não tenho o dente, só a dor.
Latejante.
Vai passar. Eu sei.
Lado bom: dias de dieta liquida pela frente.

domingo, 10 de abril de 2011

Agora é a vez da Conjuntivite...



Não tá dando tempo pra respirar!
Sei que é algum sinal, mas ainda não atinei no que seja...Santa Burrice!
Mal tinha conseguido identificar o problema no dente e...pego conjuntivite, bacteriana, nas duas vistas!
Mais 7 dias em casa, de molho, sem poder sair, mal conseguindo abrir os olhos.
Dor, muita dor.
Breno está em panico, não quer pegar e torna o meu inferno pior:
- Mãe, sai daqui!
- Mãe, já lavou as mãos?
- Não chega perto, tenho prova semana que vem!
Bom, lá fui eu ao médico de novo, mas uma grana na farmácia em colírios, gases, soro fisiólogico, analgésicos, e licença...
Hoje já estou no quinto dia, aí já dá pra escrever, ver TV, ler um pouco.
Preciso pensar por que esta baixa imunidade, por que preciso ficar assim na dor, sozinha, imobilizada. Que lição é esta, meu Deus?
Agora dói o dente mais que o olho, desmarquei o dentista, não posso transmitir conjuntivite pra todo mundo só porque meu dente dói pra cacete!
Tilenol, Cataflan, Ponstan, Malvona, quase de hora em hora para não enlouquecer de dor.
A dor não me deixa pensar.
O mal humor está batendo a porta, querendo entrar e contaminar o que já está contaminado.
Ah, esqueci de contar da goteira no banheiro, infiltração da vizinha do andar de cima.
Também não posso chamar bombeiro, nem ninguém pra ver. Contaminação.
Só mamãe na sua inocencia veio me ver, jogar cartas, tomar café, mostrar o albúm de formatura do Breno, me distrair um pouquinho...Diz que não vai pegar e eu acredito!
As notícias do dia também não ajudam, crianças mortas por maluco enchem os jornais e eu a procura de alívio.
O filme que chegou da NetMovies também é pesado, mas bonito: Iris, conta a história da escritora e filósofa Iris Murdoch. Assisto aos pouquinhos, a vista embaça, perco a concentração.
Aproveitei os poucos momentos sem dor (efeito dos quilos de analgésico) e da vista recem limpa, pra vir contar minhas pequenas mazelas.
Diante das dores do mundo, tão pequeninas.